Nos últimos anos, o ambiente educacional migrou para o digital de forma acelerada. Plataformas de gestão escolar, sistemas de comunicação com responsáveis, ambientes virtuais de aprendizagem, aplicativos de frequência, ferramentas de videoconferência para aulas remotas, a lista de tecnologias que uma escola média utiliza hoje seria irreconhecível há dez anos.
Cada uma dessas plataformas acessa dados de alunos. Nomes, documentos, históricos acadêmicos, registros de frequência, comunicações entre professores e responsáveis, gravações de aulas, avaliações e desempenho individual. Dados pessoais, e em muitos casos, dados de menores de idade, com proteção reforçada sob a LGPD.
A pergunta que a maioria das instituições de ensino nunca fez de forma sistemática é: quando um desses fornecedores usa indevidamente os dados dos meus alunos, ou quando ocorre um incidente de segurança na plataforma deles, quem responde?
A resposta da LGPD é clara, e frequentemente surpreende gestores escolares: na ausência de contrato adequado, a responsabilidade recai integralmente sobre a instituição de ensino.
O uso de plataformas educacionais e LGPD tornou-se um dos principais desafios de conformidade para escolas e instituições de ensino.