Escolas e faculdades operam com um volume expressivo de dados pessoais, e boa parte deles pertence a menores de idade.
A LGPD trata dados de crianças e adolescentes com nível de proteção superior ao padrão geral: exige consentimento dos responsáveis, proíbe tratamento desnecessário e impõe responsabilidade reforçada sobre quem os coleta e armazena.
Na prática, a maioria das instituições não foi desenhada com isso em mente. Sistemas de gestão escolar com acesso amplo e sem controle de permissões, plataformas educacionais externas que recebem dados sem contrato adequado, câmeras sem política de retenção definida, equipes sem qualquer treinamento sobre privacidade, são configurações que existem em praticamente toda instituição de ensino que não passou por adequação formal.
O risco não é abstrato. Uma denúncia de responsável insatisfeito, uma auditoria da ANPD ou um incidente de segurança expõe tudo isso de uma vez.



